sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

POLITICOS DO COÇA, COÇA.

"Coça, Coça Pra Dentro" é lema dos politicos do país e cá do burgo.

É confrangedora a postura de alguns politicos que se arrogam dignos representantes e defensores do povo.

Ora, político não é nem mais nem menos do que aquele que por espírito de bem servir se sacrifica pela causa pública, no interesse e a bem da comunidade.

Este país está cheio de politicos filantropos, que até agora auferiam o vencimento ou a pensão de reforma, acrescidos de um terço das pensões no caso dos que optavam pelo vencimento do cargo politico, ou a pensão de reforma acrescida de um terço do vencimento do cargo politico, caso optassem pela pensão de reforma.

O que dirão as centenas de milhar de reformados que auferem pouco mais de € 200,00?

Tendo entrado em vigor em 01 de Janeiro de 2011, uma lei que obriga quem exerce funções no Estado e seja reformado a optar por um dos rendimentos, o do cargo político ou o da pensão ou pensões de reforma, eis que, como não podia deixar de ser, essa gente tão virtuosa e cheia de qualidades, que tanto se sacrifica pelo bem do povo, logo descarta o correspondente vencimento e opta pela ou pelas pensões.

Fará isto sentido?

Afinal em que é que ficamos?

3.000, 4.000, 5.000, 6.000, 7.000, 8.000 ou mais euros, dão ou não dão para viver?

Será que neste país alguém é obrigado a ser político?

Haja bom senso, decoro e um pouco de vergonha na cara!

Como é que alguém que quer ser político, " Presidente da República, Membro do Governo, Deputado ou Autarca", a primeira coisa que faz a seguir à eleição é abdicar do vencimento que ao cargo compete?

Interessa-lhes o cargo, sabe-se lá para quê, mas o vencimento já não lhes serve, porque entretanto já recebem outras altas mordomias do Estado através da Caixa Geral de Aposentações e outras Instituições.


Cá pelo Burgo, também estamos cheios de bons exemplos, começando pelos camaleões que mudam de cor ao sabor das conveniências,do interesse da carteira, naturalmente sempre atrás do respectivo tacho, arranjando tachos para os respectivos boys desempregados.

Abrem-se concursos à medida para técnicos superiores, colocando os boys em lugares do quadro onde não são necessários, já que nunca lá põem os pés por desempenharem e continuarem a desempenhar funções politicas a tempo inteiro, para que quando se fartarem de tanto bem fazerem ao povo, terem o seu tachinho garantido.

Como não podia deixar de ser,tais boys, vão continuar o respectivo tirocínio para mais tarde virem a ser salvadores da pátria, esbanjando dinheiro a rodos, construindo obras desnecessárias, estádios de futebol que não servem para nada, financiando novelas que mais não servem do que para alimentar o seu egocêntrismo, ligações ferroviárias onde circulam carruagens às moscas,auto-estradas por onde ninguém passa, zonas industriais onde não se criam empregos, pontes onde se espera que algum rio se lembre de passar por baixo, etc.

Até quando estaremos condenados a esta triste sina?

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